Todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar.








@TamyPortto
E se me achar esquisita respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar



Marcelo Camelo - Janta

19/7/14 | 8:49pm | 1 note
#marcelo camelo


7/6/14 | 9:17pm | 0 notes


"De noite, como
a luz é pouca,
a gente tem impressão
de que o tempo não passa
ou pelo menos não escorre
como escorre de dia."
Ferreira Gullar
7/6/14 | 9:16pm | 0 notes
#ferreira gullar


7/6/14 | 9:15pm | 21 notes
#Arctic monkeys Gif #arctic monkeys


Eu, eu quero ficar com você. Eu, eu quero grudar em você. Eu, eu quero me bordar em você. Quero virar sua pele, quero fazer uma capa, quero tirar sua roupa.

- Mallu Magalhães

7/6/14 | 9:15pm | 1 note
#Mallu Magalhães #sambinha bom


7/6/14 | 9:14pm | 0 notes


As pessoas insistem em dizer que o tempo passa, as coisas mudam, o mundo dá voltas e a catraca gira. Pois eu lhe digo algo: eu irei rodar o mundo, conhecer pessoas e lugares, irei crescer, amadurecer, refinar meus gostos mudar mas aposto que ainda iremos colidir. Eu sei que iremos.

- T.P

31/5/14 | 9:51pm | 2 notes
#tamy portto #tamyres portto #colidir #amor


"

Onde você flor
atrás eu voo

Tudo que flor,
murcha

O que flor pra ser,
será

Se olho flor for
te lamberei as
pétalas

Quando foste flor,
fui foda-se

"
J. Massaro
1/5/14 | 7:34pm | 2 notes
#johnny massaro #poema #foda-se


657,403 plays

<3

(Source: song-masher)

16/3/14 | 12:24pm | 70,990 notes


Você sempre quis saber como era estar um pouco longe de mim, cresceu assim, não mudou. Agora me vê daí de cima, pois quis saber como era a vista de um lugar melhor…


- Adaptado por Tamy Portto

3/3/14 | 9:08pm | 0 notes
#adaptado por tamy portto #zimbra #missao apollo #musica #tamy portto #tamyres portto


Quem me lê sabe que eu não escrevo, que a caneta é minha aliada mas que às vezes ela me sabota. Quem me lê sabe que eu fico subentendida na penumbra dos meus próprios rascunhos, sem encarar o claridade de meus pensamentos. Quem me lê entende que minha capacidade de esquecer a conclusão é dar um novo sentindo às reticências… Infelizmente, quem me lê percebe meu esforço para disfarçar a falha vontade de passar despercebida. Quem me lê sabe que eu não sei controlar os erros e descarto as possibilidades de escondê-los. Quem sabe ler percebe que eu não evito essas coisas, que são como desastres naturais que simplesmente acontecem diante de mim. E quem sou eu para expulsá-los? Eu não tenho o controle da situação, quem ler o que eu escrevo vai perceber. Sou apenas uma louca varrida que de vez em quando usa papel, caneta, ou teclado. Na verdade, eu sou intrusa e tenho uma veia de curiosidade que fala pelo resto do meu corpo! Vocês que estão lendo isso precisam entender que eu só quero me livrar de ser mais um acaso.

- Tamy Portto

3/3/14 | 8:21pm | 0 notes
#tamy portto #tamyres portto #ler #eu


"Descobre o peito
Pinta a boca e beija o espelho
Que reflete a silhueta
que você acabou de descobrir
Perfuma a nuca,
Perfuma o pulso,
Sente o seu perfume
E sai de salto por aí"


- Tulipa Ruiz
3/3/14 | 7:06pm | 3 notes
#da menina #Tulipa Ruiz #musica brasileira


3/3/14 | 7:03pm | 14 notes
#ed sheeran #ed sheeran lyrics


"Eu fui estrupada lendo clarice lispector e não me perguntaram o porquê. Também, se perguntassem, eu não abriria a boca. E não abriria a boca porque esta está amordaçada e abraçada à solidão. Porque esta está fincada à palavra morte, da qual não abro mão de pronunciar minuciosamente, quando estou sozinha no quarto rezando para deus me conceder a graça de morrer atropelada por algum carro muito chique, chiquérrimo, ou por algum cara bem bonito de olhos azuis, pinta de mais velho e com cara de 40. Eu fui estrupada e a palavra medo não me veio na cabeça, então eu não gritei. Apenas senti o quente do gozo esforçando-se para chegar em minhas coxas, depois em minhas virilhas e por fim, atingir uma parte minha que até então, desconhecia. Eu não gritei porque, a princípio, achei a sensação deliciosa, o quente amalgamando meus traumas e lambendo a poeira do vazio que, por tempos e tempos, instaurou-se em mim. Eu fui estrupada enquanto lia uma manchete no jornal que falava das mulheres africanas no mercado mundial do trabalho e me senti violentada quando vi a imagem de alguma delas - acho que queniana, não me recordo bem - trabalhando no garimpo porque queria ser professora de história para relatar, detalhadamente, como era sobreviver à ruína e ao fracasso de habitar uma pele e um corpo que não eram seus. E novamente, o grito não veio. Tentei estalar meus dedos, fechar meus olhos, ferir minha pele, me arrastar no chão e quis sangrar, quis desaparecer, mas gritar não. Porque o grito revelaria uma raiva que talvez eu não tenha e, se tiver, está bem escondidinha dentro de alguma parte que ainda não dei por certo. E esse grito, que nomeei de “a coisa que não vem”, virá um dia. Algum dia em que eu estiver deitada, cheirando descasos e amores que não me pertencerem, mas que, todavia, tiveram pertencimentos. Doei-me, doeu-me, mas estive forte o tempo todo, quando lançavam facas e deixavam de lançá-las. Eu fui estrupada quando passava pela rua e desmaiava de tanto calor. E repare que: o que me estuprava não era bem o calor de 35º nem o mormaço e poluição da capital paulistana, o que acabava com a minha moral com a minha ética e com o chamo de senso era, no entanto, a falta de percepção. Invadiam-me com tanta indiferença que desmaiei e, sem querer ou sim, querendo, bati a cabeça na quina e sangrou dias semanas meses de reviravoltas e vontades de sumir. Sangrei também alguns dias que não falei a verdade, outros muitos que não soube ponderar, outros em que faltou-me resistência. E foi um estupro lúcido, claro, gentil até. A coisa toda foi acontecendo aos poucos e quando vi, estava estatelada no chão quente de uma rua quase tão cheia de gente que se tornava vazia. Eu fui estrupada na primeira vez que quis saber como era ir embora e correr riscos e danos mas ninguém se importou com isso. Também, se se importassem, diria que quisera saber porque da última vez eu estava de salto alto e não conseguia correr (sim, correr! Ou até mesmo andar. E se você chegou nessa parte do texto deve estar se perguntando o quê eu sou. Eu te digo: sou uma mulher à procura de ser compreendia entre tanta loucura efêmera e entre tantas opções de suicídio. Poderia te listar os fatos históricos da minha existência medíocre e tentar explicar por que eu me jogaria do telhado do meu apartamento, mas não), então decidiram me estuprar e me fizeram sangrar novamente. Dessa vez, avistando de longe aqueles que iam gradativamente, eu apenas sussurrava “não se vão” e eles, olhando para trás, para meu rosto aparentemente triste, esqueciam-se e desapareciam - e nem mesmo meus passos com meu salto de boutique francesa barata deu conta de aliviar a dor de ser abandonada. Todos de repente se foram e enfiaram dentro de mim alguma coisa grande descabível e que eu não consegui retirar. Eu fui estrupada dentro de uma livraria na segunda-feira. Foi naquela do conjunto nacional na avenida paulista cujos visitantes são, em sua maioria, um porre. Estupraram meus sentimentos e dessa vez me perguntavam o porquê de meus olhos estarem borrados de maquiagem enquanto eu lia um poema do Drummond. Ai ai, eu repliquei. Estavam enfiando, agora, alguma possível questão em minha goela como se eu fosse uma condenada-solitária-puta ou algo do tipo. E tem sido assim. Todos os dias. Os dias em que enfiam em mim, objetos sensações e até mesmo transas chulas e imundas. Deixo eles entrarem e não os retiro, porque ainda não aprendi a gritar. Eu ainda não permiti à minha garganta, à minha língua, à minha força saírem por aí sambando na cara dessas pessoas chatas e egoístas. Ainda não aprendi a trocar de roupa e a sair nua no meio da rua e também não sei como correr atrás de alguém. Os meus livros de clarice, assim como os de Drummond, estão borrados pela minha maquiagem de 1,99 que comprei na feirinha hippie de domingo da augusta (mas é claro, isso também não me questionaram) e eu ainda não me despi. Tem sido assim, os dias. Dentro do metrô, próximo ao supermercado, até mesmo em mim mesma: não encontro saída. Eles me estupram, meus olhos choram, mas eu não grito. Só me calo e deixo que o gozo quente entre, perfure a derme, a consciência, a pureza e o odor da minha essência esticada sob os padrões sociais e africanos do mundo - do meu mundo." Floresinexatas.   (via doistonsdeamor)

(Source: etiopy)